O enjoo matinal é um dos principais sintomas durante uma gestação, principalmente nos primeiros meses. Entretanto, em algumas mulheres, esse pode ser um incômodo mais intenso, conhecido como hiperêmese gravídica.
O grande diferencial deste transtorno é que ele pode gerar consequências em qualquer horário do dia, diferente do enjoo tradicional que é mais comum pela manhã.
Nesse artigo, falaremos mais sobre esse assunto, mostrando quais são os principais sinais da hiperêmeses e como ela pode afetar a gestante e o feto. Para saber mais, continue a leitura!
Gestantes de todas as idades vão passar pelo enjoo matinal, já que esse é um sintoma muito comum da gravidez. A grande questão é que algumas delas podem apresentar enjoos mais fortes e em qualquer hora do dia. Com isso, os vômitos se tornam frequentes e intensos.
Quando isso acontece, o obstetra dá o diagnóstico de hiperêmese gravídica, uma condição que precisa da atenção médica, já que a mulher pode ficar desidratada com a frequência dos vômitos.
Durante essa condição, se torna comum a perda de peso da gestante nos primeiros meses, diferente do que acontece em uma situação normal, onde ela deve ganhar alguns quilos a mais.
Como citamos anteriormente, a hiperêmese gravídica é uma condição caracterizada por náuseas e vômitos intensos e persistentes durante a gestação, indo além do desconforto típico do enjoo matinal. Por conta da intensidade, um dos maiores problemas pode ser a desidratação severa, uma questão que pode afetar a saúde da mamãe e do bebê.
Mesmo sendo um problema comum, a hiperêmese ainda não é totalmente compreendida pelos médicos. Entretanto, boa parte dos profissionais da saúde acreditam que o aumento nos hormônios durante a gravidez pode ser um dos responsáveis por esse probema.
Além disso, outros fatores, como predisposição genética e alterações no trato gastrointestinal, também podem contribuir.
Os sintomas principais incluem náuseas incontroláveis, vômitos frequentes, tontura, fadiga extrema e dificuldade para se alimentar e ingerir líquidos. Em casos mais graves, pode haver necessidade de internação hospitalar para reposição de líquidos e nutrientes por via intravenosa.
É importante ressaltar que esse é um problema que pode afetar, e muito, a saúde da gestante. O desconforto prolongado ainda pode trazer dificuldades emocionais e até mesmo prejuízos à saúde mental.
O mais importante é buscar acompanhamento médico durante todo o pré-natal, principalmente para obter ajustes na dieta e uso de medicamentos, caso seja necessário.
Vale destacar que, com o devido tratamento, a maioria das grávidas consegue superar essa fase e ter uma gestação saudável. No entanto, casos mais graves exigem atenção contínua para evitar complicações mais severas, como a desidratação, por exemplo.
As náuseas e os vômitos mais intensos são os principais indicadores de uma hiperêmese gravídica. Mas além disso, outros sintomas pode ser comuns:
• Vômitos mais de 3 vezes ao dia;
• Excesso de saliva;
• Perda de peso nas primeiras semanas;
• Sinais de desidratação, como pele seca, tontura, desmaio etc;
• Dores de cabeça;
• Constipação;
• Mudanças no paladar.
Para chegar ao diagnóstico adequado, o médico deve avaliar a história clínica da paciente, além de realizar uma aferição de cetona urinário, eletrólitos séricos e função renal. Após a identificação da condição, é imprescindível iniciar o tratamento adequado para evitar que o problema se agrave.
Com o diagnóstico fechado, a gestante deve iniciar algumas mudanças nos hábitos de vida, principalmente para evitar chegar a estágios mais severos da hiperêmese gravídica.
O primeiro passo é comer mais vezes ao dia, porém em porções menores. Além disso, é muito importante evitar alimentos que costumam desencadear os vômitos ou que tenham odores fortes.
A redução do estresse e o descando podem fazer toda diferença durante o tratamento. Mas também pode ser preciso realizar a suplementação com tiamina.
Já no que diz respeito aos medicamentos, o médico pode solicitar o uso de opções para reduzir os vômitos diarios, como, por exemplo: a metoclopramida e a ondansetrona, conhecidos como Plasil e Vonau, respectivamente.
Por fim, caso a gestante chegue a uma condição de desidratação, será necessário rever o quadro e isso deve ser feito por meio de hidratação intravenosa. Isso acontece com uma internação hospitalar para o recebimento de líquidos com açúcar, eletrólitos e vitaminas.
A hiperêmese gravídica é uma condição que exige atenção e cuidados adequados para garantir a saúde da gestante e do bebê. Embora os sintomas sejam intensos, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico adequado ajudam a minimizar os riscos e melhorar a qualidade de vida da mulher durante a gestação.
Cada caso deve ser avaliado individualmente, com medidas que vão desde ajustes na alimentação até tratamento hospitalar em situações mais graves.
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Caso não seja tratada, a hiperêmese pode levar ao baixo peso do bebê no nascimento, distúrbios psicológicos, neurodesenvolvimento, distúrbios psicológicos, entre outros.
A hiperêmese é um problema que tem como principal característica as náuseas e os vômitos intensos durante a gestação. Essa é uma forma mais grave de um sinal comum da gravidez.
Conhecido como hiperêmese gravídica, o vômito excessivo pode ser prejudicial em casos mais graves. Mas o tratamento pode reduzir os riscos, por isso é importante fazer o pré-natal adequado.