Neste artigo, falaremos mais sobre esse assunto, mostrando quais são os fatores de risco, como é feito o diagnóstico e o tratamento adequado. Para saber mais, continue a leitura!
Como citamos anteriormente, a gestação contribui para um aumento nas chances do desenvolvimento de uma trombose. As alterações hormonais, o ganho de peso, a imobilidade e a predisposição genética podem ser questões complementares a esse quadro.
Além disso, o estrogênio, presente em maiores níveis na gravidez, é um dos hormônios que pode aumentar a tendência de coagulação na mulher. As pacientes com histórico familiar de trombose ou condições como a trombofilia, estão em maior risco.
Mas a verdade é que esses não são os únicos fatores de risco da trombose na gestão, são eles também:
• idade acima de 35 anos;
• sobrepeso ou obesidade;
• tabagismo;
• consumo excessivo de álcool;
• sedentarismo;
• má alimentação;
• uso de anticoncepcionais durante a gravidez;
• cirurgias recentes,
A trombose na gestação pode trazer uma série de riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. No caso da mulher, a dor e o inchaço, se não tratados, podem levar a complicações mais graves, como a embolia pulmonar, por exemplo. Isso acontece quando o coágulo se desloca para os pulmões, causando dificuldade respiratória e colocando a vida em risco.
Além disso, coágulos podem reduzir o fluxo sanguíneo para a placenta, afetando o fornecimento de nutrientes e oxigênio para o bebê, o que pode comprometer o desenvolvimento fetal e aumentar o risco de parto prematuro. Em casos graves, pode ocorrer descolamento prematuro da placenta.
Por isso, é muito importante que a trombose seja diagnosticada e tratada o quanto antes para evitar impactos negativos tanto na saúde materna quanto na do bebê.
É preciso saber identificar os sintomas da trombose na gestação para que a procura por ajuda médica seja feita o quanto antes. Entre os sinais mais comuns da doença venosa profunda estão: dor, inchaço, sensibilidade na perna, calor e vermelhidão na área afetada.
Quando há casos de embolia pulmonar, a paciente pode sentir dor no peito, palpitações, falta de ar, tontura e tosse com sangue. Vale destacar que estes sintomas podem ser facilmente confundidos com desconfortos comuns da gestação, por isso, é importante não subestimá-los.
Se você notar qualquer um desses sinais, saiba que é imprescindível buscar ajuda médica o quanto antes. A ideia é evitar maiores complicações, que podem ser fatais tanto para a mãe quanto para o bebê.
O diagnóstico da trombose na gestação exige uma combinação que envolve a avaliação clínica e os exames de imagem.
Quando a paciente surge com os sintomas que sugerem uma trombose, o médico precisa iniciar uma investigação com um ultrassom Doppler, que permite uma visualização mais ampla do fluxo sanguíneo nas veias.
Em casos de suspeita de embolia pulmonar, podem ser solicitados exames de imagem mais específicos, como a angiotomografia pulmonar. Além disso, exames de sangue, como o D-dímero, podem ser úteis para avaliar a coagulação, embora seus níveis possam ser naturalmente elevados na gestação.
Lembrando que o diagnóstico precoce é muito importante para iniciar o tratamento adequado e prevenir complicações graves.
É muito comum que o tratamento envolva o uso de medicamentos anticoagulantes para evitar a formação de novos coágulos, impedindo o crescimento dos já existentes.
Normalmente, os médicos indicam a heparina, um anticoagulante com baixo peso molecular e mais seguro tanto para a gestante quanto para o bebê. Afinal, essa é uma opção que não atravessa a placenta.
A depender do caso, o tratamento pode durar toda a gestação ou até mesmo por mais algumas semanas após o nascimento do bebê. Isso vai depender da avaliação realizada pelo médico que cuida do caso. Casos mais graves podem exigir a hospitalização.
De qualquer forma, é importante que a paciente tenha um acompanhamento constante para saber se o tratamento tem dado o resultado esperado.
A prevenção da trombose na gestação passa por uma série de cuidados com o objetivo de diminuir os fatores de risco. Nesse caso, o primeiro passo é que a grávida se mantenha ativa, evitando passar longos períodos sem se movimentar.
A prática de exercícios leves, como caminhadas e alongamentos ajuda na melhor circulação do sangue, diminuindo as chances de formação de coágulos. Além disso, o uso de meias de compressão pode trazer maior alívio, principalmente para viagens mais longas.
Também é importante manter um peso adequado, evitando ganhar mais peso do que o indicado pelo obstetra. Para isso, é preciso seguir uma dieta equilibrada.
Mulheres com fatores de risco, como casos na família de trombose e trombofilia, precisam manter um acompanhamento médico constante. Alguns profissionais podem indicar o uso de medicamentos para prevenir o problema.
Quando suspeitar de trombose, é imprescindível que a gestante procure ajuda médica. Por isso, sintomas como inchaço persistente em uma ou nas duas pernas, dor, calor no local e dificuldade para respirar, precisam ser sinais de alertas.
A paciente não deve esperar que os sintomas sumam por conta própria, já que a doença pode evoluir muito rapidamente, tornando a condição mais grave.
O acompanhamento regular das consultas pré-natais também é essencial, especialmente para mulheres com fatores de risco conhecidos, como obesidade, histórico de trombose ou cirurgias recentes.
A verdade é que existem muitos mitos sobre a trombose na gestação, e é importante esclarecê-los para evitar desinformação. Um dos mitos mais comuns é que todas as gestantes correm alto risco de trombose, o que não é verdade.
Embora a gravidez aumente o risco de trombose, apenas mulheres com fatores específicos, como histórico familiar ou condições pré-existentes, têm maior probabilidade de desenvolver a condição.
Outro mito é que a trombose sempre causa dor intensa, mas os sintomas podem ser discretos, como leve inchaço. Por outro lado, uma verdade importante é que a trombose pode ser evitada com medidas preventivas, como o uso de meias de compressão e a prática de exercícios leves. Saber mais sobre a doença é o ideal para ter uma gestação segura.