Pré-eclâmpsia na gravidez: 7 sinais de alerta - Nancy & Gasparini

Pré-eclâmpsia na gravidez: 7 sinais de alerta

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A pré-eclâmpsia na gravidez é uma condição séria que pode surgir, geralmente, após a 20ª semana de gestação. Caracteriza-se principalmente pelo aumento da pressão arterial associado à presença de proteína na urina e pode afetar diversos órgãos, como rins, fígado, cérebro e placenta.

Apesar de ser uma complicação preocupante, a boa notícia é que, com acompanhamento pré-natal adequado e atenção aos sinais de alerta, é possível identificar o problema precocemente e reduzir riscos para a mãe e o bebê.

Neste artigo, você vai entender o que é a Pré-eclâmpsia na gravidez, quem tem maior risco de desenvolver a condição e, principalmente, conhecer 7 sinais de alerta que não devem ser ignorados. Para saber mais, continue a leitura!

O que é pré-eclâmpsia na gravidez?

A pré-eclâmpsia na gravidez é um distúrbio hipertensivo específico da gestação. Ela ocorre quando a pressão arterial da gestante sobe de forma significativa, geralmente acompanhada por alterações laboratoriais e sinais de comprometimento de órgãos.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente compreendida, acredita-se que esteja relacionada a alterações na formação dos vasos sanguíneos da placenta, o que compromete a circulação entre mãe e bebê.

Quando não tratada, a condição pode evoluir para quadros mais graves, como eclâmpsia (caracterizada por convulsões) e síndrome HELLP, colocando em risco a vida da gestante e do feto.

Quem tem mais risco de desenvolver a condição?

Alguns fatores aumentam as chances de desenvolver Pré-eclâmpsia na gravidez:

  • Primeira gestação

  • Histórico familiar de pré-eclâmpsia

  • Gravidez gemelar

  • Hipertensão crônica

  • Diabetes

  • Obesidade

  • Idade materna acima de 35 anos

  • Doenças autoimunes

    Mesmo sem fatores de risco, qualquer gestante pode desenvolver a condição. Por isso, o acompanhamento pré-natal é indispensável.

    7 sinais de alerta da pré-eclâmpsia na gravidez

    Reconhecer os sintomas precocemente pode fazer toda a diferença. Veja os principais sinais que exigem atenção:

    1. Pressão arterial elevada

    A pressão alta é o principal marcador da Pré-eclâmpsia na gravidez. Valores iguais ou superiores a 140/90 mmHg, especialmente após a 20ª semana, já merecem investigação. Em muitos casos, a gestante não sente sintomas evidentes. Por isso, medir a pressão regularmente nas consultas é essencial.

    2. Inchaço súbito, especialmente no rosto e nas mãos

    Um certo grau de inchaço é comum na gestação. No entanto, quando ele surge de forma rápida e intensa, principalmente no rosto, nas mãos e ao redor dos olhos, pode ser um sinal de alerta.

    Esse edema ocorre devido à retenção de líquidos associada à alteração vascular característica da Pré-eclâmpsia na gravidez.

    3. Dor de cabeça forte e persistente

    Dores de cabeça que não melhoram com repouso ou analgésicos simples podem indicar alteração da pressão arterial ou comprometimento neurológico.

    Se a dor vier acompanhada de visão embaçada, sensibilidade à luz ou sensação de pressão na cabeça, é importante procurar atendimento médico imediato.

    4. Alterações visuais

    Visão borrada, pontos luminosos, flashes, escurecimento da visão ou perda temporária da visão são sintomas que não devem ser ignorados. Essas alterações podem indicar que a pressão arterial está afetando a circulação cerebral, representando risco para complicações mais graves.

    5. Dor intensa na parte superior do abdômen

    Dor na região do estômago ou abaixo das costelas, principalmente do lado direito, pode estar relacionada ao comprometimento do fígado.

    Esse é um sinal importante, pois pode indicar evolução para quadros mais graves, como a síndrome HELLP.

    6. Náuseas e vômitos após a metade da gestação

    Embora náuseas sejam comuns no início da gravidez, o surgimento ou piora desses sintomas após a 20ª semana pode estar associado à Pré-eclâmpsia na gravidez.Quando acompanhados de mal-estar intenso e dor abdominal, merecem avaliação médica.

    7. Diminuição dos movimentos do bebê

    Alterações na circulação placentária podem comprometer o crescimento e o bem-estar do bebê.

    Se a gestante perceber redução significativa dos movimentos fetais, é fundamental buscar atendimento para avaliação imediata.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da pré-eclâmpsia na gravidez é feito com base em: medição da pressão arterial, exames de urina para detectar proteína, exames de sangue para avaliar a função renal e hepática, ultrassonografia para acompanhar o crescimento do bebê e avaliação da vitalidade fetal.

    O acompanhamento médico é indispensável para monitorar a evolução do quadro e definir a melhor conduta.

    Quais são os riscos da Pré-eclâmpsia na gravidez?

    Quando não tratada, a condição pode causar:

    • Parto prematuro

    • Restrição de crescimento fetal

    • Descolamento prematuro da placenta

    • Convulsões (eclâmpsia)

    • Comprometimento renal e hepático

    • Risco aumentado de complicações cardiovasculares futuras

      Por isso, o diagnóstico precoce é a principal estratégia para reduzir riscos.

      Tratamento

      O único tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia na gravidez é o parto, pois a condição está diretamente relacionada à presença da placenta. No entanto, a decisão sobre o momento ideal para a interrupção da gestação depende de dois fatores principais: a gravidade do quadro clínico e a idade gestacional do bebê. O objetivo da equipe médica é sempre equilibrar a segurança da mãe com o tempo necessário para o desenvolvimento fetal.

      Nos casos considerados leves, quando não há sinais de comprometimento grave de órgãos e a pressão arterial está relativamente controlada, a conduta pode ser mais conservadora. Nessa fase, o médico pode indicar repouso, monitoramento frequente, com consultas, exames laboratoriais e avaliação da vitalidade do bebê, além do controle rigoroso da pressão arterial com medicações específicas, quando necessário.

      Já nos casos graves, quando há risco iminente de complicações como convulsões, alterações importantes nos exames ou sofrimento fetal, pode ser necessária a internação hospitalar para vigilância intensiva. Nessas situações, a antecipação do parto pode ser indicada como medida de proteção à vida da mãe e do bebê, mesmo que a gestação ainda não tenha chegado ao termo.

      Prevenção

      Não há uma forma 100% garantida de prevenir a pré-eclâmpsia na gravidez, mas algumas medidas podem ajudar a reduzir significativamente o risco e favorecer uma gestação mais segura.

      Manter o pré-natal em dia é fundamental, pois permite o acompanhamento da pressão arterial e a identificação precoce de qualquer alteração. Além disso, é importante controlar doenças pré-existentes, como hipertensão e diabetes, adotar uma alimentação equilibrada, evitar ganho excessivo de peso e praticar atividade física com orientação médica.

      Para gestantes consideradas de alto risco, o médico pode ainda recomendar o uso de aspirina em baixa dose como estratégia preventiva, sempre com acompanhamento profissional.

      A importância do acompanhamento pré-natal

      O pré-natal é a principal ferramenta para identificar precocemente a Pré-eclâmpsia na gravidez. Consultas regulares permitem:

      • Monitorar a pressão arterial

      • Solicitar exames laboratoriais

      • Avaliar o desenvolvimento do bebê

      • Detectar alterações antes que se tornem graves

        Mesmo quando a gestação parece tranquila, o acompanhamento não deve ser negligenciado.

        Considerações finais

        A pré-eclâmpsia na gravidez é uma condição que exige atenção, mas que pode ser controlada quando diagnosticada precocemente. Além disso, conhecer os sinais de alerta é fundamental para agir rapidamente e garantir a segurança da mãe e do bebê.

        Se você está grávida ou conhece alguém que esteja, compartilhe essas informações. Cuidar da saúde durante a gestação é um ato de amor, e a informação é uma das formas mais poderosas de proteção.

        Em caso de qualquer sintoma suspeito, procure imediatamente orientação médica. A rapidez no atendimento pode fazer toda a diferença.

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        Em resumo




        Por Bartira Araújo em 26/02/2026