A placenta prévia é uma condição obstétrica que exige atenção durante o pré-natal. Ela ocorre quando a placenta se implanta na parte inferior do útero e cobre total ou parcialmente o colo uterino. Como consequência, pode provocar sangramentos e aumentar o risco de complicações no parto. Felizmente, o ultrassom permite identificar essa alteração com precisão. […]
A placenta prévia é uma condição obstétrica que exige atenção durante o pré-natal. Ela ocorre quando a placenta se implanta na parte inferior do útero e cobre total ou parcialmente o colo uterino. Como consequência, pode provocar sangramentos e aumentar o risco de complicações no parto.
Felizmente, o ultrassom permite identificar essa alteração com precisão. Portanto, compreender o que o exame mostra ajuda a reduzir ansiedade e orientar decisões médicas com mais segurança.
Neste artigo, falaremos mais sobre esse tema, mostrando o que é a placenta prévia, os sintomas e como tratar. Para saber mais, continue a leitura!
A placenta é o órgão responsável por nutrir e oxigenar o bebê durante a gestação. Em condições normais, ela se fixa na parte superior ou lateral do útero. No entanto, quando se implanta próxima ao colo uterino, caracteriza-se a placenta prévia.
Os profissionais classificam a placenta prévia em quatro tipos:
Placenta prévia total: cobre completamente o colo do útero
Placenta prévia parcial: cobre parcialmente o colo
Placenta marginal: encosta na borda do colo
Placenta baixa: está próxima, mas não cobre o colo
Essa classificação é importante porque influencia diretamente a conduta médica.
A placenta prévia pode não causar sintomas no início da gestação. Contudo, o sinal mais característico é o sangramento vaginal vermelho vivo, geralmente indolor, que ocorre a partir do segundo ou terceiro trimestre.
Além disso, algumas gestantes podem apresentar: contrações uterinas, sensação de pressão pélvica e episódios repetidos de sangramento.
Diante de qualquer sangramento na gravidez, a gestante deve procurar atendimento imediato. Afinal, apenas a avaliação médica pode confirmar a causa.
O ultrassom é o principal exame para diagnosticar a placenta prévia. Durante o exame, o profissional avalia a posição da placenta em relação ao colo do útero.
Inicialmente, o médico pode identificar a suspeita no ultrassom abdominal de rotina. Entretanto, quando há dúvida diagnóstica, o ultrassom transvaginal oferece imagens mais detalhadas e maior precisão.
Muitas gestantes temem o exame transvaginal, mas ele é seguro e não aumenta o risco de sangramento quando realizado por profissional capacitado.
O ultrassom mostra exatamente onde a placenta está localizada. Ele permite medir a distância entre a borda placentária e o orifício interno do colo do útero.
Além disso, o exame pode revelar:
Extensão da cobertura placentária
Presença de coágulos
Espessura da placenta
Sinais de descolamento
Alterações no fluxo sanguíneo, quando associado ao Doppler
Essas informações orientam o acompanhamento e ajudam a definir a via de parto.
Sim, e isso é mais comum do que se imagina. No início da gravidez, é relativamente frequente identificar placenta baixa. Contudo, conforme o útero cresce, a placenta tende a se afastar do colo uterino.
Por isso, muitos casos diagnosticados no segundo trimestre deixam de ser considerados placenta prévia no terceiro trimestre.
O médico, portanto, acompanha a posição placentária com ultrassons seriados. Essa conduta evita intervenções desnecessárias e permite reavaliar o risco ao longo da gestação.
A placenta prévia pode aumentar o risco de sangramento intenso, principalmente no final da gestação ou durante o trabalho de parto.
Além disso, a condição pode levar ao parto prematudo, necessidade de cesariana, internação hospitalar e, em casos graves, transfusão sanguínea.
Entretanto, o acompanhamento adequado reduz significativamente as complicações.
Quando a placenta prévia cobre totalmente o colo do útero, o parto normal se torna inviável. Nesse caso, o médico indica cesariana programada para evitar hemorragia.
Por outro lado, se a placenta estiver apenas próxima ao colo e não houver sangramentos, o obstetra pode avaliar a possibilidade de parto vaginal, dependendo da distância medida no ultrassom.
Assim, a decisão depende da avaliação individual de cada caso.
Em alguns casos, o médico pode solicitar ultrassom com Doppler para avaliar o fluxo sanguíneo entre mãe e bebê.
Esse recurso é especialmente importante quando há suspeita de placenta acreta, condição em que a placenta invade profundamente a parede uterina.
Portanto, o ultrassom não apenas confirma a placenta prévia, como também investiga possíveis complicações associadas.
Após o diagnóstico de placenta prévia, o médico orienta algumas medidas preventivas. Geralmente, recomenda-se:
Evitar esforço físico intenso
Suspender relações sexuais, se houver sangramento
Manter acompanhamento pré-natal rigoroso
Procurar atendimento imediato em caso de novo sangramento
Em situações específicas, pode ser necessária internação para monitoramento.
Além disso, o obstetra define o melhor momento para o parto, considerando idade gestacional, histórico de sangramento e condição materno-fetal.
Não existe uma forma garantida de prevenir a placenta prévia. Entretanto, alguns fatores aumentam o risco, como:
Cesarianas anteriores
Cirurgias uterinas prévias
Gestação múltipla
Idade materna avançada
Tabagismo
Mesmo assim, muitas mulheres desenvolvem a condição sem apresentar fatores de risco.
Por isso, o pré-natal regular é essencial. O ultrassom de rotina permite identificar precocemente alterações na posição placentária.
A placenta prévia é uma condição que pode gerar preocupação, mas o diagnóstico por ultrassom oferece segurança e direcionamento adequado.
O exame mostra com precisão a localização da placenta, mede sua distância em relação ao colo do útero e orienta decisões importantes sobre o acompanhamento e o tipo de parto.
Além disso, muitos casos evoluem favoravelmente ao longo da gestação, especialmente quando a placenta se desloca naturalmente com o crescimento do útero.
Portanto, manter o pré-natal em dia, realizar os ultrassons recomendados e seguir as orientações médicas são atitudes fundamentais para garantir uma gestação mais tranquila e segura.
Diante de qualquer sangramento ou sintoma diferente, a gestante deve buscar atendimento imediato. Informação, acompanhamento e diagnóstico precoce fazem toda a diferença.
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