A placenta prévia é uma condição obstétrica que exige atenção durante o pré-natal. Ela ocorre quando a placenta se implanta na parte inferior do útero e cobre total ou parcialmente o colo uterino. Como consequência, pode provocar sangramentos e aumentar o risco de complicações no parto. Felizmente, o ultrassom permite identificar essa alteração com precisão. […]

Placenta prévia: o que o ultrassom mostra - Nancy & Gasparini

Placenta prévia: o que o ultrassom mostra

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A placenta prévia é uma condição obstétrica que exige atenção durante o pré-natal. Ela ocorre quando a placenta se implanta na parte inferior do útero e cobre total ou parcialmente o colo uterino. Como consequência, pode provocar sangramentos e aumentar o risco de complicações no parto.

Felizmente, o ultrassom permite identificar essa alteração com precisão. Portanto, compreender o que o exame mostra ajuda a reduzir ansiedade e orientar decisões médicas com mais segurança.

Neste artigo, falaremos mais sobre esse tema, mostrando o que é a placenta prévia, os sintomas e como tratar. Para saber mais, continue a leitura!

O que é placenta prévia?

A placenta é o órgão responsável por nutrir e oxigenar o bebê durante a gestação. Em condições normais, ela se fixa na parte superior ou lateral do útero. No entanto, quando se implanta próxima ao colo uterino, caracteriza-se a placenta prévia.

Os profissionais classificam a placenta prévia em quatro tipos:

  • Placenta prévia total: cobre completamente o colo do útero

  • Placenta prévia parcial: cobre parcialmente o colo

  • Placenta marginal: encosta na borda do colo

  • Placenta baixa: está próxima, mas não cobre o colo

    Essa classificação é importante porque influencia diretamente a conduta médica.

    Quais são os sintomas?

    A placenta prévia pode não causar sintomas no início da gestação. Contudo, o sinal mais característico é o sangramento vaginal vermelho vivo, geralmente indolor, que ocorre a partir do segundo ou terceiro trimestre.

    Além disso, algumas gestantes podem apresentar: contrações uterinas, sensação de pressão pélvica e episódios repetidos de sangramento.

    Diante de qualquer sangramento na gravidez, a gestante deve procurar atendimento imediato. Afinal, apenas a avaliação médica pode confirmar a causa.

    Como o ultrassom identifica a placenta prévia?

    O ultrassom é o principal exame para diagnosticar a placenta prévia. Durante o exame, o profissional avalia a posição da placenta em relação ao colo do útero.

    Inicialmente, o médico pode identificar a suspeita no ultrassom abdominal de rotina. Entretanto, quando há dúvida diagnóstica, o ultrassom transvaginal oferece imagens mais detalhadas e maior precisão.

    Muitas gestantes temem o exame transvaginal, mas ele é seguro e não aumenta o risco de sangramento quando realizado por profissional capacitado.

    O que o ultrassom mostra na prática?

    O ultrassom mostra exatamente onde a placenta está localizada. Ele permite medir a distância entre a borda placentária e o orifício interno do colo do útero.

    Além disso, o exame pode revelar:

    • Extensão da cobertura placentária

    • Presença de coágulos

    • Espessura da placenta

    • Sinais de descolamento

    • Alterações no fluxo sanguíneo, quando associado ao Doppler

      Essas informações orientam o acompanhamento e ajudam a definir a via de parto.

      A placenta pode “subir” ao longo da gestação?

      Sim, e isso é mais comum do que se imagina. No início da gravidez, é relativamente frequente identificar placenta baixa. Contudo, conforme o útero cresce, a placenta tende a se afastar do colo uterino.

      Por isso, muitos casos diagnosticados no segundo trimestre deixam de ser considerados placenta prévia no terceiro trimestre.

      O médico, portanto, acompanha a posição placentária com ultrassons seriados. Essa conduta evita intervenções desnecessárias e permite reavaliar o risco ao longo da gestação.

      Quais são os riscos da placenta prévia?

      A placenta prévia pode aumentar o risco de sangramento intenso, principalmente no final da gestação ou durante o trabalho de parto.

      Além disso, a condição pode levar ao parto prematudo, necessidade de cesariana, internação hospitalar e, em casos graves, transfusão sanguínea.

      Entretanto, o acompanhamento adequado reduz significativamente as complicações.

      Quando a cesariana é necessária?

      Quando a placenta prévia cobre totalmente o colo do útero, o parto normal se torna inviável. Nesse caso, o médico indica cesariana programada para evitar hemorragia.

      Por outro lado, se a placenta estiver apenas próxima ao colo e não houver sangramentos, o obstetra pode avaliar a possibilidade de parto vaginal, dependendo da distância medida no ultrassom.

      Assim, a decisão depende da avaliação individual de cada caso.

      O papel do ultrassom com Doppler

      Em alguns casos, o médico pode solicitar ultrassom com Doppler para avaliar o fluxo sanguíneo entre mãe e bebê.

      Esse recurso é especialmente importante quando há suspeita de placenta acreta, condição em que a placenta invade profundamente a parede uterina.

      Portanto, o ultrassom não apenas confirma a placenta prévia, como também investiga possíveis complicações associadas.

      Como é o acompanhamento?

      Após o diagnóstico de placenta prévia, o médico orienta algumas medidas preventivas. Geralmente, recomenda-se:

      • Evitar esforço físico intenso

      • Suspender relações sexuais, se houver sangramento

      • Manter acompanhamento pré-natal rigoroso

      • Procurar atendimento imediato em caso de novo sangramento

        Em situações específicas, pode ser necessária internação para monitoramento.

        Além disso, o obstetra define o melhor momento para o parto, considerando idade gestacional, histórico de sangramento e condição materno-fetal.

        Placenta prévia tem prevenção?

        Não existe uma forma garantida de prevenir a placenta prévia. Entretanto, alguns fatores aumentam o risco, como:

        • Cesarianas anteriores

        • Cirurgias uterinas prévias

        • Gestação múltipla

        • Idade materna avançada

        • Tabagismo

          Mesmo assim, muitas mulheres desenvolvem a condição sem apresentar fatores de risco.

          Por isso, o pré-natal regular é essencial. O ultrassom de rotina permite identificar precocemente alterações na posição placentária.

          Considerações finais

          A placenta prévia é uma condição que pode gerar preocupação, mas o diagnóstico por ultrassom oferece segurança e direcionamento adequado.

          O exame mostra com precisão a localização da placenta, mede sua distância em relação ao colo do útero e orienta decisões importantes sobre o acompanhamento e o tipo de parto.

          Além disso, muitos casos evoluem favoravelmente ao longo da gestação, especialmente quando a placenta se desloca naturalmente com o crescimento do útero.

          Portanto, manter o pré-natal em dia, realizar os ultrassons recomendados e seguir as orientações médicas são atitudes fundamentais para garantir uma gestação mais tranquila e segura.

          Diante de qualquer sangramento ou sintoma diferente, a gestante deve buscar atendimento imediato. Informação, acompanhamento e diagnóstico precoce fazem toda a diferença.

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          Em resumo




          Por Bartira Araújo em 13/02/2026