A verdade é que essas condições precisam de um diagnóstico adequado e de tratamentos específicos. Embora tenham nomes parecidos, essas doenças são completamente diferentes, desde suas origens até seus sintomas.
Dessa forma, é muito importante ter compreensão sobre cada uma delas para conseguir a melhora na qualidade de vida e assim evitar maiores complicações.
Neste artigo, falaremos mais sobre esse assunto, mostrando quais são as principais diferenças entre lipedema e lifedema, como identificar os sintomas e o que é preciso para o diagnóstico correto. Para saber mais, continue a leitura!
O lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura nas pernas, quadris, coxas e, em alguns casos, nos braços. Esse acúmulo acontece de forma simétrica, ou seja, nos dois lados do corpo igualmente, algo que ajuda bastante na diferenciação em relação ao linfedema.
A causa exata ainda não é totalmente compreendida, mas sabe-se que existe um forte componente hormonal e genético, sendo muito mais comum em mulheres.
O lipedema costuma aparecer ou piorar em fases de oscilação hormonal, como puberdade, gestação e menopausa.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), o problema pode apresentar melhora de 35% nos sintomas com o tratamento clínico e de 58% no tratamento cirúrgico.
• Aumento de gordura na parte inferior do corpo, com desproporção entre pernas e tronco
• Dor ao toque e sensação de peso nas pernas
• Formação fácil de hematomas
• Pele com aspecto irregular ou “casca de laranja”
• Inchaço que não melhora completamente com elevação das pernas
• Pés e mãos pouco ou nada afetados
• Progressão gradual ao longo dos anos
É importante ressaltar que o lipedema não é causado por obesidade, embora possa coexistir com ela. Mesmo com dieta equilibrada e exercícios, essa gordura não desaparece completamente, pois tem características metabólicas próprias.
O linfedema é um inchaço crônico provocado pelo acúmulo de linfa, o líquido do sistema linfático, devido a falhas no transporte desse líquido pelo organismo. É uma doença que pode ser primária (congênita) ou secundária, quando surge após cirurgias, traumas, infecções, tratamentos de câncer ou infecções repetidas, como a erisipela.
Diferente do lipedema, o linfedema nem sempre é simétrico. Ele pode acometer apenas um membro e é comum afetar mãos ou pés de forma marcante.
• Inchaço persistente em um ou mais membros
• Pele endurecida com o tempo, podendo formar fibrose
• Sensação de peso e dificuldade de movimentação
• Marcação ao pressionar a pele nos estágios iniciais (sinal de cacifo)
• Comprometimento dos pés ou mãos, com aumento de volume visível
• Maior risco de infecções, como erisipela
• Evolução para estágios mais graves se não tratado
O linfedema é uma condição que exige cuidados contínuos para evitar agravamentos e impedir infecções recorrentes.
Embora os dois quadros causem inchaço e desconforto, eles têm causas, características clínicas e tratamentos distintos. Veja um comparativo:
O lipedema é uma alteração metabólica e hormonal, relacionada diretamente ao tecido gorduroso. Já o linfedema é uma falha no sistema linfático, que não consegue drenar adequadamente a linfa.
Outro grande diferencial entre lipedema e linfedema é que o primeiro é sempre simétrico, enquanto o segundo pode atingir apenas um membro, sendo assimétrico.
Outra questão importante é que o lipedema costuma atingir áreas como coxas, pernas, quadris e às vezes braços, mas os pés são poupados. Em contrapartida, o lifedema atinge tanto membros inferiores quanto superiores, deixando pés e mãos frequentemente inchados.
A pessoa com lipedema sente dor ao toque, o que é comum, além de hematomas frequentes. No caso do linfedema, a dor surge em estágios mais avançados, mas mesmo assim o membro fica menos sensível ao toque no início da condição.
O inchaço do lipedema é de leve a moderado, piorando no fim do dia. Já o linfedema tem um inchaço mais intenso, podendo ser permanente.
O lipedema tende a progredir lentamente e pode levar à mobilidade reduzida. Em contrapartida, o linfedema, sem tratamento, pode evoluir para estágios de fibrose e endurecimento da pele.
O diagnóstico é principalmente clínico, feito por um especialista, geralmente angiologista, vascular ou fisioterapeuta dermatofuncional, que avalia histórico, sintomas, simetria e características do edema. Mas existem outras maneiras de identificar se o paciente está com um lipedema ou linfedema.
Para identificar se um paciente está com lipedema, pode ser necessário realizar uma ultrassonografia de partes moles, além de uma avaliação de distribuição da gordura.
Outro procedimento comum é a elastografia, que, em alguns casos , pode avaliar fibrose.
Já na identificação de um linfedema, além da análise clínica, o médico pode solicitar uma linfocintilografia, um ultrassom com doppler para excluir outros tipos de problemas, uma bioimpedância segmentada e uma análise volumétrica do membro.
Em ambos os casos, o diagnóstico preciso é fundamental para direcionar o tratamento adequado e evitar complicações.
O lipedema é uma doença que, infelizmente, não tem cura. Entretanto, é possível ter um bom controle para melhorar a inflamação, a dor ,a estética e a qualidade de vida.
Os tratamentos mais comuns envolvem: drenagem linfática e fisioterapia. Além disso, é preciso reforçar a realização de atividades físicas de baixo impacto, como caminhadas, hidroginástica, pilares e musculação leve.
Outro ponto importante é o uso de meias de compressão, específicas para o tratamento de lipedema, já que auxiliam na melhora da circulação.
O processo ainda conta com uma dieta anti-inflamatória, ou seja, uma alimentação pobre em ultraprocessados e rica em proteínas, vegetais e gorduras boas. Por fim, o paciente pode optar por uma lipoaspiração, removendo a gordura doente.
Já o tratamento do linfedema é importatíssimo para evitar a progressão da doença e assim prevenir infecções. Uma das maneiras de fazer isso é por meio da Terapia descongestiva complexa (TDC), uma combinação de drenagem linfática, enfaixamento e exercícios específicos.
O paciente também pode optar por usar meias e malhas compressivas diariamente para controlar o inchaço, além de manter a pele muito bem hidratada para evitar o surgimento de feridas e infecções.
No caso do linfedema também é importante a prática de atividades físicas, pois assim há um estímulo no fluxo linfático. Alguns casos podem ser escolhidos para passarem por cirurgias, como a linfodrenagem cirúrgica, anastomoses linfovenosas e lipossucção linfática em situações específicas.
Embora lipedema e linfedema tenham sintomas parecidos à primeira vista, trata-se de condições distintas, com causas, tratamentos e prognósticos diferentes. O lipedema envolve acúmulo de gordura dolorosa e simétrica, enquanto o linfedema está relacionado à falha no sistema linfático, podendo causar inchaço mais intenso e afetar pés e mãos.
Reconhecer essas diferenças é essencial para buscar ajuda especializada e garantir qualidade de vida. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores os resultados.
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Embora tenham nomes parecidos, lipedema e linfedema são condições diferentes. Ambas causam inchaço e são crônicas, mas o lipedema é um acúmulo anormal de gordura nas pernas/braços, resistente à dieta. Já o linfedema é um acúmulo de líquido linfático devido a um problema no sistema linfático (pós-câncer, infecções, etc..
Lipedema é uma doença crônica marcada por acúmulo doloroso de gordura; linfedema é o inchaço por falha no sistema linfático; e celulite é apenas estética. Apesar de parecerem semelhantes, só lipedema e linfedema causam dor e alterações estruturais. O diagnóstico correto exige avaliação médica.
Lipedema é uma doença crônica com acúmulo de gordura dolorosa e simétrica, que não melhora apenas elevando as pernas. Edema é um inchaço causado por retenção de líquidos, geralmente temporário e relacionado a fatores como calor, varizes, hormônios ou excesso de sal.