Infertilidade feminina: sinais de causa uterina e quando fazer ultrassom - Nancy & Gasparini

Infertilidade feminina: sinais de causa uterina e quando fazer ultrassom

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O mês de junho é dedicado à conscientização mundial sobre infertilidade. A ideia da data é informar e esclarecer as dúvidas da população acerca desse assunto. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% das pessoas no mundo sofrem com a infertilidade feminina ou masculina.

Em resumo, esse número indica que um a cada cinco casais apresenta dificuldades para engravidar. Esse percentual é indicativo de pessoas em idade fértil. Mas a grande questão é: como investigar as causas dessa condição?

Neste artigo, falaremos mais sobre esse tema, com foco na infertilidade feminina, suas causas, diagnóstico e tipos de tratamento. Para saber mais, continue a leitura!

O que é infertilidade feminina?

A infertilidade feminina é a dificuldade que uma mulher apresenta para engravidar ou levar uma gestação até o fim. Infelizmente, pacientes nesta condição podem apresentar diversas perdas gestacionais ao longo da vida.

Um ponto importante é que a infertilidade não pode ser confundida com esterilidade. Isso porque a primeira é perfeitamente tratável, desde que a mulher siga as recomendações médicas.

Quando a dificuldade para engravidar merece atenção

Existem diversas razões para que a dificuldade de engravidar comece a ser investigada. É necessário ter muita atenção se a mulher não ficar grávida após 12 meses de tentativas.

No caso de pacientes acima dos 35 anos, esse período cai para 6 meses. Caso esse sinal de alerta apareça, é imprescindível buscar ajuda médica.

Outra questão importante é a menstruação irregular, que pode indicar falhas na ovulação. Neste caso, a investigação deve ser realizada para identificar se existe a possibilidade de um caso de endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP), miomas ou infecções pélvicas.

Mulheres com cólicas muito severas devem realizar uma investigação completa, com consulta com especialistas e exames que possam indicar o problema.

Diferença entre infertilidade e esterilidade

Embora ambos os casos possam causar dificuldades para gestar, podemos afirmar que são condições distintas.

A infertilidade feminina ocorre quando a paciente apresenta dificuldades para engravidar. Já a esterilidade é a incapacidade de gerar um bebê. Isso significa que, no primeiro caso, o tratamento adequado pode ajudar.

Quais exames indicam infertilidade feminina?

Para descobrir a infertilidade feminina, o médico especialista pode solicitar uma bateria de exames. Entenda mais sobre cada um deles:

Exames laboratoriais

Neste caso, é solicitado um exame de sangue que tem como objetivo analisar a reserva ovariana (quantidade de óvulos) e FSH, LH e Estradiol, que servem para medir a qualidade da ovulação da paciente.

Além disso, há também o exame de TSH e prolactina, que detectam problemas na tireoide e excesso de prolactina, que podem bloquear a ovulação.

Exames de imagem

Outra possibilidade são os exames de imagem, mais precisamente o ultrassom transvaginal. Este procedimento serve para avaliar e medir a reserva ovariana, além de identificar miomas, pólipos ou cistos.

Outro exame comum é a histerossalpingografia, um tipo de raio-X com contraste, com o objetivo de descobrir se as trompas de Falópio estão obstruídas.

Exames uterinos

Por fim, o médico pode solicitar uma videohisteroscopia, um procedimento que permite a visualização do interior do útero por meio de uma câmera. Aqui, o médico consegue diagnosticar aderências, miomas ou septos que podem dificultar a gravidez.

Ferritina baixa causa infertilidade?

Uma das grandes dúvidas de mulheres com infertilidade feminina é se ela pode ser causada pela baixa ferritina.

A verdade é que isso pode, sim, prejudicar pacientes que queiram engravidar, já que essa proteína é responsável por manter a qualidade dos óvulos. Dessa forma, a falta de ferro no organismo pode diminuir a energia disponível para o desenvolvimento folicular.

Outro ponto é que ela pode comprometer o desenvolvimento do endométrio, tecido que reveste o útero, tornando a fixação do embrião mais difícil.

Estas questões podem impactar não apenas quem está tentando engravidar, mas também aquelas que já estão gestantes, uma vez que isso pode aumentar as chances de um aborto espontâneo. Por essa razão, é imprescindível estar com os exames em dia.

Tratamento adequado para a infertilidade feminina

O tratamento adequado vai depender de uma série de fatores, como, por exemplo, as causas da infertilidade.

Cada uma das situações envolve um tipo de abordagem diferente. Mas, de qualquer forma, o primeiro passo é o fortalecimento geral da saúde da mulher, com melhora na dieta, atividades físicas e suplementação, se necessário.

Ademais, o tratamento só será determinado após uma avaliação completa do estado de saúde da paciente. Assim, o médico conseguirá indicar o caminho correto a seguir.

Considerações finais

Em resumo, a infertilidade feminina pode surgir por diversas razões diferentes, e investigar é sempre a melhor saída. Afinal, só com isso será possível iniciar o tratamento adequado.

Se você está pensando em engravidar, procure seu médico e faça exames preliminares. Assim, caso haja alguma complicação, você pode iniciar um tratamento prévio, aumentando as chances de ter uma gestação tranquila.

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Por Bartira Araújo em 19/05/2026