Embora compartilhem alguns sintomas, elas possuem diferenças importantes em relação às causas, fatores de risco e tratamento. Afinal de contas, a bronquiolite aguda geralmente é causada por infecções virais, enquanto a bronquiolite asmática está associada a uma predisposição inflamatória crônica.
Neste artigo, falaremos mais sobre esse assunto, apontando as diferenças entre cada um dos tipos de bronquiolite e seus principais sinais. Para saber mais, continue a leitura!
Em resumo, a bronquiolite asmática, também conhecida como bronquiolite obliterante ou síndrome sibilante recorrente, é uma inflamação crônica dos bronquíolos que resulta em episódios frequentes de chiado no peito e dificuldade respiratória.
Vale destacar que essa condição está frequentemente relacionada a fatores alérgicos, predisposição genética e infecções respiratórias recorrentes. Mesmo com semelhanças com a asma, a bronquiolite asmática não é necessariamente uma forma de asma, mas sim um padrão de inflamação bronquiolar que pode levar a sintomas semelhantes.
O tratamento envolve controle da inflamação, uso de medicamentos broncodilatadores e, em alguns casos, corticosteroides inalatórios.
Já a bronquiolite aguda é uma infecção viral que afeta predominantemente bebês e crianças pequenas, causando inflamação dos bronquíolos e acúmulo de muco nas vias respiratórias.
O principal agente causador é o vírus sincicial respiratório (VSR), mas outros vírus, como rinovírus e influenza, também podem desencadear a doença.
Os sintomas geralmente começam com um resfriado comum, evoluindo para tosse intensa, chiado no peito e dificuldade respiratória. Um ponto importante é que a doença é autolimitada e, na maioria dos casos, melhora em até duas semanas com tratamento sintomático e suporte respiratório, quando necessário.
Boa parte dos sintomas da bronquiolite asmática e da bronquiolite aguda são semelhantes. Dentre eles estão:
• Tosse;
• Chiado no peito;
• Dificuldade respiratória.
Entretanto outros sinais servem para entendermos as diferenças entre cada um dos tipos da doença. São eles:
Bronquiolite asmática: tosse persistente, chiado recorrente, sensação de aperto no peito, piora dos sintomas à noite ou após exposição a alérgenos.
Bronquiolite aguda: Febre baixa, coriza, tosse progressiva, chiado no peito, dificuldade respiratória intensa em bebês pequenos.
Embora ambas as condições causem obstrução das vias aéreas, a bronquiolite asmática tende a ser crônica e recorrente, enquanto a bronquiolite aguda ocorre como um episódio isolado.
Para entender melhor a respeito da doença, é importante entender quais são os fatores de risco que podem fazer com que a situação piore. Os fatores de risco para cada tipo de bronquiolite variam:
Histórico familiar de asma ou alergias, exposição ao tabagismo passivo, infecções respiratórias frequentes, poluição ambiental e nascimento prematuro.
Contato com crianças infectadas, exposição a vírus respiratórios, idade inferior a 6 meses, imunidade reduzida, época do ano (mais comum no outono e inverno).
Um ponto importante a ser considerado é que, enquanto a bronquiolite aguda é mais prevalente em bebês e crianças pequenas devido à vulnerabilidade imunológica, a bronquiolite asmática pode persistir por anos e está ligada a fatores ambientais e genéticos.
A bronquiolite asmática e a bronquiolite aguda compartilham alguns sintomas, como chiado no peito e dificuldade respiratória, mas possuem diferenças importantes.
Já a aguda é uma infecção viral comum em bebês e crianças pequenas, sendo frequentemente causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Seus sintomas incluem febre, tosse progressiva, chiado e dificuldade respiratória, geralmente melhorando em até duas semanas com tratamento sintomático e suporte respiratório, se necessário.
No caso da bronquiolite asmática, seus fatores são alérgicos e predisposição genética, sendo caracterizada por episódios recorrentes de chiado, tosse persistente e sensação de aperto no peito.
Diferente da bronquiolite aguda, que é autolimitada, a bronquiolite asmática pode exigir tratamento contínuo com broncodilatadores e corticosteroides inalatórios para controle da inflamação.
Além disso, enquanto a bronquiolite aguda tem maior prevalência no outono e inverno, a bronquiolite asmática pode ocorrer ao longo do ano, sendo exacerbada por alérgenos e infecções respiratórias.
O tratamento da bronquiolite aguda é baseado em medidas de suporte, como hidratação adequada, umidificação do ambiente e uso de soro fisiológico para ajudar na desobstrução nasal. Em casos mais graves, pode ser necessária oxigenoterapia e suporte ventilatório.
Já a bronquiolite asmática exige um controle mais contínuo, incluindo o uso de broncodilatadores para aliviar os sintomas e corticosteroides inalatórios para reduzir a inflamação das vias aéreas.
Além disso, é de extrema importância evitar gatilhos ambientais, como poeira, mofo e ácaros, que podem piorar o quadro. Em ambos os casos, o acompanhamento médico é essencial para garantir um tratamento adequado e prevenir complicações.
É muito importante buscar ajuda médica assim que os primeiros sintomas surgirem. Afinal, o profissional será o responsável por identificar se a doença é asmática ou aguda, podendo indicar o tratamento mais adequado para o paciente.
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Uma das principais diferenças entre asma e bronquite está na causa de cada uma dessas doenças. Nesse caso, a asma é desencadeada por um processo alérgico, enquanto a bronquite surge após uma infecção causada por bactéria ou vírus.
A asma é uma condição inflamatória, caracterizada por espasmos na musculatura dos brônquios. Em contrapartida, a bronquiolite é uma doença infecciosa, com cauda viral.
Embora ambas as doenças afetem os pulmões, elas contam com diferenças. A principal é que a bronquite afeta os brônquios maiores e pode ser aguda ou crônica. Já a bronquiolite ataca os bronquíolos.