Câncer de pulmão dá sinais? Quando é hora de investigar? - Nancy & Gasparini

Câncer de pulmão dá sinais? Quando é hora de investigar?

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O câncer de pulmão é uma das doenças oncológicas mais comuns e letais no mundo. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), ele está entre os tipos de câncer que mais causam mortes no Brasil, principalmente devido ao diagnóstico tardio. Isso acontece porque, em muitos casos, a doença se desenvolve de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nos estágios iniciais.

Por isso, entender quais sinais merecem atenção e quando buscar investigação médica é fundamental para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido.

Neste artigo, falaremos mais sobre esse tema, mostrando porque a doença merece atenção e a importância do diagnóstico precoce. Para saber mais, continue a leitura!

O que é o câncer de pulmão?

Ainda de acordo com o INCA, o câncer de pulmão é caracterizado pelo crescimento descontrolado de células anormais nos pulmões, que podem formar tumores malignos e se espalhar para outras partes do corpo (metástase). Existem dois tipos principais:

  • Câncer de pulmão de pequenas células (CPPC): menos comum, porém mais agressivo, com crescimento rápido.

  • Câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC): responde por cerca de 85% dos casos e inclui subtipos como adenocarcinoma e carcinoma de células escamosas.

    O principal fator de risco é o tabagismo, mas pessoas que nunca fumaram também podem desenvolver a doença devido a fatores como exposição à poluição, radônio, histórico familiar e contato com substâncias químicas tóxicas.

    Sintomas do câncer de pulmão

    Em estágios iniciais, o câncer de pulmão costuma ser assintomático, o que dificulta a detecção precoce. Muitas vezes, os sintomas só aparecem quando o tumor já está em um estágio mais avançado. No entanto, existem alguns sinais que podem indicar a presença da doença:

    Sintomas respiratórios

    • Tosse persistente

    • Sangue no escarro (hemoptise)

    • Falta de ar (dispneia)

    • Chiado no peito

    • Dor no peito

    • Perda de peso sem causa aparente

    • Cansaço extremo e fraqueza

    • Febre recorrente ou infecções respiratórias frequentes

    • Alterações na voz (rouquidão)

      Vale destacar que esses sinais não são exclusivos do câncer de pulmão e podem estar relacionados a outras doenças pulmonares ou infecções respiratórias. No entanto, quando persistem, devem servir de alerta.

      Quando é hora de investigar?

      Buscar atendimento médico é essencial sempre que houver sintomas respiratórios persistentes ou alterações no estado de saúde que não se explicam por condições já conhecidas. Alguns pontos de atenção:

      • Histórico de tabagismo: fumantes e ex-fumantes com histórico de consumo elevado (20 maços/ano ou mais) têm risco aumentado e devem redobrar a atenção a qualquer sintoma respiratório.

      • Idade: a maioria dos casos ocorre em pessoas acima de 50 anos, mas isso não exclui a possibilidade em indivíduos mais jovens.

      • Exposição a fatores de risco: pessoas que trabalham com amianto, arsênio, níquel, cromo ou que vivem em locais com alta poluição também devem investigar sinais suspeitos precocemente.

        Além dos sintomas, a medicina preventiva tem avançado com estratégias de rastreamento. A tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD) é recomendada para pessoas com alto risco (geralmente fumantes ou ex-fumantes entre 55 e 74 anos), pois consegue detectar nódulos pulmonares antes do aparecimento dos sintomas.

        Como é feito o diagnóstico?

        O diagnóstico do câncer de pulmão envolve diferentes etapas. O primeiro passo consiste em uma avaliação clínica, com o médico realizando um histórico detalhado e exame físico. Além disso, são solicitados exames de imagem do pulmão, como: raio-X de tórax e tomografia computadorizada, que  ajudam a identificar nódulos ou massas pulmonares.

        Os exames laboratoriais podem ajudar no diagnóstico, pois incluem análises de sangue e escarro.

        Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores são as chances de tratamentos eficazes, que podem incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo, dependendo do tipo e estágio da doença.

        Importância do diagnóstico precoce

        Detectar o câncer de pulmão em fase inicial aumenta consideravelmente as taxas de sobrevivência. Quando identificado precocemente, é possível realizar cirurgia curativa e evitar a progressão para estágios metastáticos, que são mais difíceis de tratar.

        No entanto, estudos mostram que a maioria dos casos no Brasil é diagnosticada já em estágios avançados, reforçando a importância da atenção aos sinais e da realização de exames preventivos quando indicados.

        Como reduzir o risco de câncer de pulmão?

        Embora não seja possível eliminar totalmente o risco, algumas medidas ajudam na prevenção: