Neste artigo, falaremos sobre essas questões, mostrando as situações em que a dor faz parte do processo de adaptação e aquelas em que ela pode indicar um problema que merece atenção. Para saber mais, continue a leitura!
Nos primeiros dias de amamentação, é comum a mulher sentir uma sensibilidade maior nos seios e nos mamilos. Afinal, o corpo está se adaptando à produção de leite, os mamilos podem ficar mais sensíveis pelo atrito, e a pega do bebê ainda pode não estar perfeita.
Essa dor inicial costuma ser passageira e melhora à medida que mãe e bebê se adaptam. No entanto, dor intensa, persistente ou que piora com o tempo não deve ser considerada normal. Esse é um sinal de alerta que pode indicar desde problemas de pega até complicações mais sérias, como infecções mamárias.
Existem diferentes motivos pelos quais a amamentação pode doer. Conhecer essas causas ajuda a diferenciar o que é esperado do que precisa de investigação:
Quando o bebê não abocanha corretamente a aréola, há maior atrito no mamilo, o que causa fissuras, sangramentos e dor.
Os principais sinais são: dor logo no início da mamada, mamilo machucado, bebê que não ganha peso adequadamente. A principal solução para isso é a orientação de um profissional de saúde para corrigir a pega.
Já o ingurgitamento mamário é o excesso de leite acumulado, deixando a mama dura, quente e dolorida. Neste caso, os sinais do problema são as mamas inchadas e dificuldade de sucção por parte do bebê.
Para solucionar o problema, é preciso fazer ordenha manual, compressas mornas antes e frias após a amamentação.
Infecção da mama que pode evoluir de forma rápida. Quando há suspeita de mastite, há a necessidade de avaliação médica imediata. Dentre os principais sintomas estão: dor intensa, vermelhidão, febre e mal-estar.
Quando a mulher passa por uma mastite, pode haver complicações quando há acúmulo de pus na mama. Com isso, a paciente pode apresentar nódulos dolorosos, calor na região e febre persistente.
Na maioria dos casos, exige investigação com exame de imagem (ultrassonografia).
Infecção fúngica que pode causar dor em queimação e sensibilidade extrema. Dentre os principais sinais estão: dor que continua mesmo após a mamada, mamilos rosados e brilhantes.
Ductos lactíferos obstruídos ou leite empedrado em um canal é um processo que causa dor localizada e nódulo palpável. Vale destacar que pode evoluir para mastite se não tratado.
É fundamental que a mãe saiba diferenciar entre desconfortos passageiros e dores que exigem avaliação profissional.
Deve-se procurar atendimento médico quando:
Nesses casos, o médico pode solicitar exames complementares para entender melhor o que está acontecendo.
A depender do quadro clínico, o médico pode recorrer a exames de imagem para avaliar complicações. Os principais são:
É o exame mais indicado durante a lactação, por não usar radiação e oferecer excelente avaliação das estruturas mamárias. Permite identificar abscessos, obstruções de ductos, inflamações e até descartar lesões suspeitas.
É rápido, indolor e seguro para mãe e bebê.
A mamografia pode ser realizada, mas não é o exame de primeira escolha durante a amamentação devido à densidade do tecido mamário, que dificulta a visualização. É indicada em casos específicos, principalmente quando há suspeita de lesão tumoral.
Já a ressonância magnética é raramente utilizada, mas pode ser necessária em casos complexos, como investigação de câncer de mama em lactantes.
Sim, embora raro, o câncer de mama pode ser diagnosticado no período de lactação. Por isso, toda alteração suspeita, como nódulos persistentes e dolorosos que não melhoram com tratamento, deve ser investigada.
A ultrassonografia é o primeiro passo, mas a depender do achado, pode ser necessária biópsia para esclarecer o diagnóstico.
A dor não deve ser encarada como parte natural da amamentação. Profissionais de saúde, pediatras, ginecologistas, obstetras e consultores de amamentação, podem orientar a correção da pega, ensinar técnicas de ordenha, indicar tratamentos adequados e, se necessário, solicitar exames de imagem.
Quanto mais cedo a mãe procurar ajuda, maior a chance de resolver o problema sem complicações.
Algumas medidas simples podem reduzir os riscos de dor:
Essas ações podem ajudar a evitar maiores problemas com a amamentação, fazendo com que seja um processo agradável.
Amamentar pode causar algum desconforto no início, mas dor intensa, persistente ou acompanhada de sinais de infecção não é normal. Nessas situações, procurar ajuda médica é fundamental.
O exame de imagem mais utilizado e seguro para investigar problemas durante a amamentação é a ultrassonografia, capaz de identificar complicações como abscessos, ductos obstruídos e até descartar doenças mais graves.
Assim, a mensagem principal é: não normalize a dor. Amamentar deve ser um momento de prazer e conexão com o bebê, e buscar apoio especializado pode fazer toda a diferença na saúde da mãe e no sucesso da amamentação.
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