Neste artigo, falaremos mais sobre esse assunto, explicando como a cirurgia é realizada, suas vantagens e riscos e quais os efeitos dela para a paciente. Para saber mais, continue a leitura!
Existem três vias distintas para a laqueadura: a minilaparotomia, a laparoscópica e a via vaginal. As duas primeiras são consideradas mais invasivas, afinal, elas são realizadas por meio de incisões na região abdominal.
Já a cirurgia via vaginal tem um tempo menor de recuperação, pois é tubária e menos invasiva. Mas para realizá-la, o ginecologista precisa ter experiência nessa área para realizar uma incisão no fundo da vagina. O objetivo é chegar até as trompas de falópio para efetuar a ligadura.
A ligadura das trompas é o processo que envolve corte, sutura e cauterização. Isso significa que a laqueadura tubária não deixa cicatrizes visíveis, já que não há a necessidade de incisões no abdômen. Além disso, o pós-operatório tem menos dor, permitindo que a paciente retorne mais rapidamente para sua rotina diária.
A laqueadura é um método contraceptivo definitivo, sendo indicado para mulheres que não querem mais ter filhos.
A escolha por esse procedimento deve ser bem pensada, já que se trata de uma decisão que não pode ser revertida de maneira fácil. Além disso, a paciente deve discutir todas as implicações com seu médico de confiança.
No ano de 2022, a lei da laqueadura passou por uma atualização. Agora, a idade mínima exigida é de 21 anos e, mulheres com dois filhos não têm limite de idade para se tornarem elegíveis para o procedimento.
Outra mudança importante é que não é preciso mais que o cônjuge aprove a laqueadura na mulher. O que permanece é o prazo mínimo de 60 dias entre o pedido da cirurgia e o ato em si.
Esse é um procedimento realizado para tornar a mulher infértil, já que ele faz uma ligadura das trompas, interrompendo o caminho dos óvulos até o útero. Por ser um procedimento cirúrgico, existem vantagens e riscos associados, veja:
Quando a laqueadura é realizada de maneira correta, pode ser considerada uma das formas mais eficazes e seguras de contracepção. Afinal de contas, ela tem uma taxa de falha muito pequena.
Outro ponto positivo é que essa é uma solução permanente, sendo imprescindível para aqueles que têm certeza não terem mais filhos. Isso permite que a mulher abra mão de outros métodos contraceptivos temporários.
Um dos grandes problemas de alguns anticoncepcionais é a redução na libido. Mas esse não é o caso da laqueadura, já que não apresenta nenhum impacto no desejo sexual da mulher.
Quando a cirurgia é feita por um profissional qualificado, geralmente é considerada simples e segura. A laparoscopia é a que tem um menor tempo de recuperação e deixa menos cicatrizes.
Sem preocupações com gravidez
O benefício mais significativo após a laqueadura, não há mais necessidade de pensar em métodos contraceptivos ou em possíveis falhas nos métodos usados, reduzindo a preocupação da mulher em passar por uma gestação.
Embora a laqueadura possa, em alguns casos, ser revertida por meio de cirurgia (ligadura das trompas reversível), a reversão é complexa e não garante sucesso. Por essa razão, a maioria das mulheres que optam por este procedimento o faz com a intenção de que seja permanente.
Assim como acontece com qualquer procedimento cirúrgico, a laqueadura pode ter riscos, como infecção, hemorragia, e reações adversas à anestesia. Além disso, também pode haver complicações associadas à cirurgia laparoscópica.
Mesmo com a chance reduzida de uma gravidez após o procedimento, caso aconteça, as chances são de que ela seja fora do útero (ectópica). Essa é uma condição considerada grave, oferecendo riscos à mãe e ao bebê.
Outro desafio para a mulher que faz a laqueadura é ter que lidar com as alterações no ciclo menstrual. Nesse caso, podem surgir fluxos mais intensos ou até mesmo irregulares.
Como citamos anteriormente, a laqueadura é um processo permanente, por isso essa é uma decisão que pode trazer impactos psicológicos caso a mulher se arrependa mais tarde. É importante considerar cuidadosamente a decisão e discutir todas as opções com um profissional de saúde.
Vale ressaltar que a laqueadura não oferece proteção contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Se isso for uma preocupação, métodos de barreira, como preservativos, ainda são necessários.
É preciso que a paciente tome alguns cuidados não apenas após o procedimento, mas também antes de sua realização.
Antes da laqueadura ser feita, a mulher precisa passar por alguns exames pré-operatórios, principalmente em casos de pessoas com comorbidades. O objetivo é garantir que a paciente esteja saudável o suficiente para passar por um procedimento cirúrgico.
Depois da cirurgia, é necessário repouso de cerca de 30 dias, tanto para relações sexuais quanto para atividades que envolvam esforço físico. O desconforto abdominal e pélvico pode ser aliviado com o uso de analgésicos, receitados pelo médico responsável.
Essas indicações podem ter variações, levando em consideração cada caso e como cada médico lida com a cirurgia.
A região deve ser limpa e seca para evitar que fique infeccionada. Além disso, é imprescindível evitar piscinas e praias.
Não ter filhos é uma decisão que pode ser temporária ou permanente. No segundo caso, a laqueadura é uma opção contraceptiva muito importante. De qualquer forma, a mulher precisa pensar e discutir com seu médico antes de optar por esse procedimento.