Vamos falar sobre laqueadura e os efeitos dela no corpo da mulher? - Nancy & Gasparini

Vamos falar sobre laqueadura e os efeitos dela no corpo da mulher?

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Existem muitos métodos contraceptivos e a laqueadura é um deles. Seu objetivo é impedir que ocorram novas gestações. Esse procedimento também pode ser chamado de ligadura de trompas.

Neste artigo, falaremos mais sobre esse assunto, explicando como a cirurgia é realizada, suas vantagens e riscos e quais os efeitos dela para a paciente. Para saber mais, continue a leitura!

Como a laqueadura é feita?

Existem três vias distintas para a laqueadura: a minilaparotomia, a laparoscópica e a via vaginal. As duas primeiras são consideradas mais invasivas, afinal, elas são realizadas por meio de incisões na região abdominal. 

Já a cirurgia via vaginal tem um tempo menor de recuperação, pois é tubária e menos invasiva. Mas para realizá-la, o ginecologista precisa ter experiência nessa área para realizar uma incisão no fundo da vagina. O objetivo é chegar até as trompas de falópio para efetuar a ligadura. 

A ligadura das trompas é o processo que envolve corte, sutura e cauterização. Isso significa que a laqueadura tubária não deixa cicatrizes visíveis, já que não há a necessidade de incisões no abdômen. Além disso, o pós-operatório tem menos dor, permitindo que a paciente retorne mais rapidamente para sua rotina diária. 

Quando ela é indicada?

A laqueadura é um método contraceptivo definitivo, sendo indicado para mulheres que não querem mais ter filhos.  

A escolha por esse procedimento deve ser bem pensada, já que se trata de uma decisão que não pode ser revertida de maneira fácil. Além disso, a paciente deve discutir todas as implicações com seu médico de confiança. 

No ano de 2022, a lei da laqueadura passou por uma atualização. Agora, a idade mínima exigida é de 21 anos e, mulheres com dois filhos não têm limite de idade para se tornarem elegíveis para o procedimento. 

Outra mudança importante é que não é preciso mais que o cônjuge aprove a laqueadura na mulher. O que permanece é o prazo mínimo de 60 dias entre o pedido da cirurgia e o ato em si. 

Quais são as vantagens e os riscos de uma laqueadura?

Esse é um procedimento realizado para tornar a mulher infértil, já que ele faz uma ligadura das trompas, interrompendo o caminho dos óvulos até o útero. Por ser um procedimento cirúrgico, existem vantagens e riscos associados, veja:

Vantagens

Eficiência na prevenção à gravidez

Quando a laqueadura é realizada de maneira correta, pode ser considerada uma das formas mais eficazes e seguras de contracepção. Afinal de contas, ela tem uma taxa de falha muito pequena. 

Procedimento permanente

Outro ponto positivo é que essa é uma solução permanente, sendo imprescindível para aqueles que têm certeza não terem mais filhos. Isso permite que a mulher abra mão de outros métodos contraceptivos temporários.

Sem impactos na libido

Um dos grandes problemas de alguns anticoncepcionais é a redução na libido. Mas esse não é o caso da laqueadura, já que não apresenta nenhum impacto no desejo sexual da mulher. 

Procedimento simples

Quando a cirurgia é feita por um profissional qualificado, geralmente é considerada simples e segura. A laparoscopia é a que tem um menor tempo de recuperação e deixa menos cicatrizes. 

Sem preocupações com gravidez

 O benefício mais significativo após a laqueadura, não há mais necessidade de pensar em métodos contraceptivos ou em possíveis falhas nos métodos usados, reduzindo a preocupação da mulher em passar por uma gestação. 

Riscos

Irreversibilidade

 Embora a laqueadura possa, em alguns casos, ser revertida por meio de cirurgia (ligadura das trompas reversível), a reversão é complexa e não garante sucesso. Por essa razão, a maioria das mulheres que optam por este procedimento o faz com a intenção de que seja permanente.

Complicações cirúrgicas

Assim como acontece com qualquer procedimento cirúrgico, a laqueadura pode ter riscos, como infecção, hemorragia, e reações adversas à anestesia. Além disso, também pode haver complicações associadas à cirurgia laparoscópica.

Gravidez ectópica

Mesmo com a chance reduzida de uma gravidez após o procedimento, caso aconteça, as chances são de que ela seja fora do útero (ectópica). Essa é uma condição considerada grave, oferecendo riscos à mãe e ao bebê.

Mudanças hormonais e menstruais

Outro desafio para a mulher que faz a laqueadura é ter que lidar com as alterações no ciclo menstrual. Nesse caso, podem surgir fluxos mais intensos ou até mesmo irregulares. 

Impacto psicológico

Como citamos anteriormente, a laqueadura é um processo permanente, por isso essa é uma decisão que pode trazer impactos psicológicos caso a mulher se arrependa mais tarde.  É importante considerar cuidadosamente a decisão e discutir todas as opções com um profissional de saúde.

Não protege contra DSTs

Vale ressaltar que a laqueadura não oferece proteção contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Se isso for uma preocupação, métodos de barreira, como preservativos, ainda são necessários.

Quais os cuidados necessários após a laqueadura?

É preciso que a paciente tome alguns cuidados não apenas após o procedimento, mas também antes de sua realização. 

Antes da laqueadura ser feita, a mulher precisa passar por alguns exames pré-operatórios, principalmente em casos de pessoas com comorbidades. O objetivo é garantir que a paciente esteja saudável o suficiente para passar por um procedimento cirúrgico.

Depois da cirurgia, é necessário repouso de cerca de 30 dias, tanto para relações sexuais quanto para atividades que envolvam esforço físico. O desconforto abdominal e pélvico pode ser aliviado com o uso de analgésicos, receitados pelo médico responsável. 

Essas indicações podem ter variações, levando em consideração cada caso e como cada médico lida com a cirurgia. 

A região deve ser limpa e seca para evitar que fique infeccionada. Além disso, é imprescindível evitar piscinas e praias. 

Considerações finais

Não ter filhos é uma decisão que pode ser temporária ou permanente. No segundo caso, a laqueadura é uma opção contraceptiva muito importante. De qualquer forma, a mulher precisa pensar e discutir com seu médico antes de optar por esse procedimento.




Por Bartira Araújo em 02/08/2024